Uma das mais frequentes queixas no consultório médico é a dor na coluna lombar e quando esta é acompanhada por dor irradiada para um ou os dois membros inferiores podemos estar frente ao diagnóstico de hérnia de disco.
Mas a hérnia discal também pode estar localizada na coluna cervical e por último na coluna dorsal, sendo estes os seus três segmentos. No caso da cervical a irradiação da dor, paresia (perda de força) ou parestesia (formigamento ou dormência) são para um ou os dois membros superiores.
É possível ao exame físico o médico realizar um diagnóstico prévio de acordo com os sintomas e sinais observados e predizer o nível da raiz acometida. O diagnóstico definitivo é obtido em primeira escolha pela ressonância nuclear magnética. Como segunda escolha também a tomografia computadorizada pode realizar o diagnóstico. As radiografias simples não mostram o disco vertebral, somente a parte óssea. Porém pode ajudar caso haja uma doença discal mais avançada ocorrendo o pinçamento articular intervertebral.
Neste espaço entre duas vértebras há o disco intervertebral, estrutura fibroelástica que atua como um amortecedor. Quando ocorre a lesão deste disco a chamamos de discopatia (nesta fase se inicia os sintomas de dor lombar). A evolução desta lesão provoca a herniação do núcleo discal e decorrentes sintomas de irradiação através da compressão da raiz nervosa.
A causa da lesão pode ser traumática aguda tais como queda sentado, acidentes de trânsito ou trauma em esportes. Mas em geral se dá por degeneração do disco intervertebral por uma mistura de predisposição genética, sobrecarga biomecânica e processo de envelhecimento.
Em noventa por cento dos casos a cirurgia não se faz necessária. O tratamento clínico se baseia em primeiro momento em medidas para melhora dos sintomas tais como repouso, medicações analgésicas e anti-inflamatórias, acupuntura, fisioterapia, tração de coluna, infiltração, osteopatia e outros. Após melhora dos sintomas iniciais necessitamos de trabalhar a diminuição de encargo e o aumento de resistência.
O tempo para recuperação varia de poucas semanas até três a seis meses. Caso isto não ocorra estaria indicado o tratamento cirúrgico. Mais recentemente haveria a possibilidade em casos específicos o tratamento com cirurgia minimamente invasiva que diminui o tempo de recuperação devido a ser de menor agressão.
